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A sedução pelo vinho
Por Ignez Ferraz
Foi através da nossas ótimas classificações na Internet dos ARTIGOS Cálices da Sedução e Degustação às cegas, que fui convidada para falar sobre vinhos no quadro Sedução do "Comentário Geral", novo programa da TV E.

Para se tornar um poeta da degustação não é imprescindível conhecer toda a tecnologia dos sommeliers, mas possuir sensibilidade e imaginação, pois a principal finalidade é o prazer.



Com este intuito, a degustação a dois deverá ser hipnotizante. O vinho da sedução tempera o encanto, umedece o fascínio. O melhor é prová-lo, com calma e paz – mas não com um total desconhecido. Como sempre a delícia não é pela variedade, mas, como nos vinhos, aquela uva especial que sempre lhe despertou o maior dos desejos.

Uma característica atraente do serviço de vinhos (que não encontramos nas outras bebidas) é o seu ritual – da escolha da taça à abertura da garrafa, da primeira prova para ver se está bom, seguindo-se a maneira delicada de derramar o líquido até no máximo a metade da taça.

Você terá que usar seu sentido visual, além do olfato e do paladar.

A clareza da tonalidade de um vinho – onde se descobre se ele é jovem, maduro ou envelhecido - normalmente se obtém inclinando a taça contra um guardanapo branco.
Desta vez você irá erguê-la para um brinde e seu contato visual será mais olho no olho do parceiro do que direcionado para a bebida - não se esqueça de acrescentar um leve sorriso.
A visualização será mental. Só imagine...


Olfato – Libere a imaginação e inspire. Os aromas evoluirão à medida que você o aprecie, pois seus diversos componentes se volatilizam em tempos diferentes.
Procure associar os aromas a sensações boas que você conhece - como um ABRAÇO prolongado.

Paladar - Ao sorver o primeiro gole, você terá a confirmação de tudo que já sentiu – da sensação de doçura percebida na ponta da língua à acidez provocada pela maior salivação.
As nuances de aromas se transformam à medida que apreciamos o líquido, sentindo-o em toda sua extensão.
Notam-se sua consistência, fluidez e temperatura - é como um BEIJO sonhado.

Se possível, varie o tipo de vinho de acordo com o prato: espumante, vinho branco e finalmente o tinto lhe proporcionarão diferentes sensações - do amouse-bouche ao prato principal.
Distribua suas emoções num prazer crescente – como aquela RELAÇÃO inesquecível.

Para mim são os tintos (e não os espumantes) que possuem maior “sensualidade” por revelarem uma estrutura intensa e refinada.

A aparência deste vinho é um elemento evidente da sedução: brilhante e límpido como o olhar de desejo, principalmente na sua maturidade quando adquire a cor “rubi” (o vermelho, tom das vestes de Baco, faz com que esta tonalidade seja repleta de códigos culturais – a cor do sangue, do coração, da maçã do paraíso, ou seja, da paixão!).

Também não são necessários vinhos muito caros – hoje países como o Brasil, Argentina ou Chile apresentam uma ótima produção.

Mas se você reparar que a sua companheira não tem o costume de degustar um vinho – é do tipo que afirma que gosta dos 'suaves' e não dos secos - você poderá utilizar um truque. Faça uma harmonização de contrastes com a uva doce Moscatel (normalmente utilizada para sobremesas), acompanhada por um “foie-gras”. Para dar ênfase ao seu sabor, sirva-o com um pouco de sal e uma porção de geléia de frutas... vermelhas, é claro!

O resto é com você!
 
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