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Vinhoterapia
Por Ignez Ferraz
Da próxima vez que for à Bento Gonçalves (veja artigo sobre a Feira “Movelsul”) estou planejando me hospedar no Hotel-Spa dentro da vinícola Miolo (ver nota). Além da sociedade com a excelente rede de hotéis Accor, oferecerão VINHOTERAPIA.




Hotel-Spa em construção no meio dos vinhedos com a nova tecnologia: videiras verticais e mais afastadas, para uma melhor insolação.


Aí pensei: Oba! Isto deve ser tratamento com vinho de manhã, de tarde e de noite...Mas não era. A gracinha da minha fisioterapeuta Ana Lúcia – que me tira todas as dúvidas sobre os novos tratamentos estéticos para meus projetos de consultórios dermatológicos - é que me deu a má notícia: “Vinhoterapia é um tratamento terapêutico de impacto que associa vinho ao calor intenso, utilizando a energia armazenada nos adipócitos, ocasionando a redução de medidas”.


Acho que prefiro continuar tendo prazer com os vinhos “de verdade” que degusto nas aulas do Fernando Miranda. Conheci este professor-engenheiro justamente em outra viagem ao Sul, pela ABS, há quase vinte anos (naquela época, todos os cursos eram ministrados pelo Danio Braga, que depois se tornou meu cliente – e dono da charmosíssima “Locanda della Mimosa”, claro!).
Hoje é tudo mais comercial neste Vale dos Vinhedos. Senti saudade daquele tempo, quando o próprio dono nos recebia para uma lauda refeição. Foi naquela ocasião que entrei pela primeira vez em caves como as da fascinante Casa Valduga, que até hoje ainda conserva aquele “clima” meio medieval, apesar da alta tecnologia de sua vitivinicultura (cultura de vinhas e fabricação de vinhos).




As uvas Cabernet Sauvignon são puro deleite. Elas são minúsculas e adocicadas, próprias para o vinho – para mim, sem dúvida, a que mais aprecio (leiam o artigo “Cálices da Sedução” sobre o Périgord).
Esta videira tradicional – que hoje é mostrada apenas por curiosidade, foi a primeira “della famiglia”, que chegou à Bento no final do século XIX, mas só se profissionalizou em 1965.





Escurinho nas “Salas de hibernação” dos “belos adormecidos” em pequenos barris de carvalho (são cada vez menores e em maior quantidade) e já engarrafados, no subsolo, para manter a temperatura – embora hoje também utilizem splits.


No Brasil, todas as vinícolas, grandes ou pequenas (como as ótimas Cave Amadeu e Don Laurindo), empregam a nomenclatura tradicional em francês, principalmente no que se refere aos espumantes, como métodos champenois ou charmat, remuage e dégorgement (degola, literalmente).
A meu ver esta é a língua mais sonora do mundo. Agora vocês imaginem explicações inteiras em francês dentro de caves da região do Champagne. Quase tão saboroso quanto prová-los depois...


Nota: Em matéria de marketing e administração ninguém supera a Miolo, que hoje produz 4 milhões de garrafas só naquela vinícola (tem ainda outras, como na Campanha Gaúcha e no Vale de S.Francisco), quatro vezes mais do que as outras “Grandes”.
Iniciou a comercialização dos seus vinhos em 1989, mas só em 1998 ganhou maior impulso. Seu vinho de destaque é o LOTE 43, e por isso cada visitante só pode levar uma caixa. Na sala de degustação, mesa e cadeiras aguardam os visitantes enquanto o enólogo que nos mostrou a produção - da vindima (colheita, estava na época) ao engarrafamento - orienta sobre os vinhos selecionados.
 
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