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Santiago & Coppola no IMS
Por Ignez Ferraz
A primeira vez que escrevi sobre o "chiquerésimo" IMS, foi na abordagem da exposição Marc Ferrez. Depois entrevistei o Souzanetto, mas agora volto extasiada com SANTIAGO, mordomo-personagem portenho, do emocionante documentário de João Moreira Salles, um dos quatro filhos dos donos desta magnífica residência, a qual serviu com dignidade e prazer por ininterruptos 30 anos (1956/86).



Santiago mostra em seu quarto as 30.000 páginas que escreveu durante 50 anos sobre seu tema-fetiche: a Aristocracia mundial. Amarrava cada maço da pesquisa (que continha suas opiniões nada imparciais) com um laço de fita de linho. Reis e rainhas, heróis e vilões foram suas únicas companhias nos últimos 20 anos.



Utilizava uma máquina de escrever Hemington para datilografar os textos em quatro idiomas: espanhol, italiano, francês e inglês.



Exibia vasta cultura: tocava piano (reverenciava Beethoven e mainly Bach, que considerava o Pai da música como Giotto para a pintura); dançava o flamenco com castanholas; cantava e fazia arranjos florais que apelidava, com sua imaginação, por nomenclaturas musicais conforme suas dimensões - um grande Ballo in Maschera (ópera de Verdi) ou um diminuto scherzo (palavra italiana que significa "gracejo", e indica, em música, um movimento rápido e brilhante - geralmente o 3º de uma sinfonia romântica. Criado por Beethoven, em substituição ao Minueto).


O filme ganhou o grande prêmio do Festival de Cinema Real de Paris, depois de permanecer 13 anos sem conclusão. Uma pena seu fantástico personagem ter falecido neste intervalo. Ah, ele teria AMADO, como tanto amou sua própria vida!


Aproveitem e curtam as fotos em B & P de HORACIO COPPOLA, outro argentino que com 101 anos ainda continua em plena atividade (será que tomou as mesmas vitaminas que Niemeyer?).





Seus temas podem ser contados através da luz que desenha sombras nas superfícies retratadas.





Detalhes triviais como seu próprio sapato aparecendo atrás da porta, ou um homem absorto em seus pensamentos sob a copa amarela de uma árvore num outono longínquo, também não escapavam da sua mira.


“Buscar e surpreender-se” – é este o lema do fotógrafo mais famoso de Buenos Aires, cujo olhar captou uma cidade que despertava no auge da Arquitetura racionalista.





"A veces, las cosas están ahí, otras hay que esperarlas. Sólo hay que saber mirar", ensinava. Coppola retratava a rua, seus encontros e desencontros, num momento em que a moda era o trabalho de estúdio.





"Siempre fui un mirón. No era un tipo de cafés, me gustaba la calle", costumava dizer.


“Sombras e Perspectivas” (duas abordagens que curto de montão) poderia ser o título da mostra, dentro do tema “arquitetura e o ser”.


Nota: Quem também trabalha muito as sombras é a artista Sandra Schechtman, já mencionada ao final de Brumas e Névoas.
Já fotos em branco e preto de Cartier-Bresson e Robert Doisneau vocês podem apreciar na DICA É GOL de fotos!. Entre os brasileiros, destaco a sensualidade de Rodrigo Lopes e Larissa Grandi mostrada na DICA Molduras – novas concepções.


E-mail recebido da Beth Pessoa:
Querida Ignez,

Obrigada pelo seu carinho.

Já encaminhei seu texto para o João e para a assessoria de imprensa do IMS em SP.

Um grande abraço,

Beth


E do João...
Beth,
Diga que recebi e fiquei muito contente.
Beijos
João
 
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