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Fitas de Bonfim
Por Ignez Ferraz
Three whishes to BONFIM



Colorido varal de fitas de “N.Sra de Nazaré”

Conhecidas como “fitas do Senhor do Bonfim”, elas protagonizam o papel de souvenir e amuleto típico de Salvador. As tradicionais fitinhas com a frase “Lembrança do Senhor do Bonfim” começaram a ser produzidas no início do século XIX e eram chamadas de medidas, porque tinham a medida da distância do braço direito até o peito da imagem do santo da Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim.


Confeccionadas em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e acabamento feito em tinta dourada ou prateada, eram usadas no pescoço como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos.


Não se sabe quando foi feita a transição para o pulso, mas, em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador (diz a lenda que inicialmente eram confeccionadas pelas beatas da Igreja), quando foi adotada pelos hippies baianos como parte de sua indumentária.






Seu uso, porém, carrega um outro significado, supersticioso e folclórico: o usuário deve dar duas voltas no pulso, três nós e, para cada um deles, um desejo. Mantenha segredo sobre os desejos e espere a fitinha cair espontaneamente com o tempo. Quando isso ocorrer, dentro de três a quatro meses, os pedidos se realizarão.
Esta é a crença no poder desta fitinha.





Vendida em 10 cores fortes - azul-turquesa, verde-bandeira, verde-limão, vermelho, roxo, branco, pink, azul-royal, amarelo-bandeira e laranja - este ícone popular baiano é produzido em Sumaré, interior de São Paulo.
”Em ano de Copa do Mundo, o sentimento de patriotismo bate mais forte e o verde e amarelo ganham destaque. É a única ocasião em que algumas cores são mais procuradas do que outras”, conta o proprietário da confecção.


Além das fitas do Senhor do Bonfim, a empresa produz as fitinhas de Nossa Senhora Aparecida, Padre Cícero, Bom Jesus da Lapa e de outros santuários. De todo o tecido confeccionado na indústria, metade é para as fitas do Bonfim, e 90% permanece em Salvador, dividindo-se o restante entre Rio, São Paulo e Porto Alegre.


Essas fitinhas-pulseiras (1 cm de largura e 43cm de comprimento) foram muito populares na década de 70 – eu usei e lembro-me que a portava com orgulho – a minha era amarela. Hoje, no Rio, voltaram à Moda, mas de outra maneira: como padronagem.





Estampam cangas, toalhas de banho (camelôs do calçadão de Ipanema), caixas e bolsas-sacolas, que vocês podem encontrar na charmosa “Luzes da cidade”, lojinha do Espaço de Cinema.





And let's keep walking...nas cada vez mais charmosas e customizadas havaianas pra-toda-hora.
 
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