Além de ser o principal evento de Design do ano, a Feira de Milão também se destaca pela sua arquitetura - suas instalações são uma das obras mais importantes de engenharia da Europa nos últimos anos. O novo pólo foi projetado por Massimiliano Fuksas, escolhido em concurso internacional. Impressiona pela sua cobertura de alta tecnologia:
Uma grande estrutura de aço de vidro - o chamado Vulcão Fuksas - com 37 metros de altura, cobre a entrada nobre do complexo, na porta sul, e a sala de conferências do centro de serviços. (Esta malha não nos remete à utilizada por Foster no British Museum de Londres?)
Também de aço e vidro, uma cobertura transparente - de 1,3 mil metros de extensão - integra o eixo central leste-oeste com sua estrutura leve e ondulada (o Véu), protegendo os ambientes posicionados ao longo do eixo.
O primeiro dos oito pavilhões do complexo foi inaugurado em março de 2005, enquanto os demais só foram abertos ao público no final daquele ano. Autônomos, cada um está ligado a um edifício de quatro pavimentos, que abriga seus próprios serviços, recepção e infra-estrutura.
O mega complexo ocupa um quarteirão de mais de 2 milhões de metros quadrados, com 50% de área construída. Reúne centros de serviços e de convenções, 8 pavilhões, 64 salas de reuniões, além de restaurantes, bares, lanchonetes e cafés. No exterior, há também espaços para exibições ao ar livre e estacionamento para mais de 20 mil visitantes. Ao projeto estão sendo acrescentados dois hotéis, uma galeria comercial com 200 lojas e setores de recreação e cultura.
P.S. Este texto foi escrito para o Fórum da Construção e reproduzido no site do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço). |